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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MY PRECIOUS

Homenageando quem eu muito gosto...
Enquanto crescemos aprendemos que existem várias funcionalidades para uma vagina. Eis que a flexibilidade da bicha nos permite ao longo da vida entender que enfiamos cerca de 413 mil tampões ao longo de uma vida, usamos cerca de 128 mil quilómetros de pila (contas a uma média baixa), usamos ainda compostos de plástico de várias funcionalidades, copos vaginais, anéis vaginais, patinhos vaginais, etc. A industria vaginal tornou-se um Mundo mais rentável que a puericultura! 
Uma vagina é semelhante a um cenário militar, tem bases activas espalhadas por este mundo fora mas tem igualmente bases que de um momento para o outro se tornam desactivas, por ordens superiores, ficando apenas sujeitas a uma condição de armazenamento de material de guerra. Guerra essa que teima em não chegar, tornam-se difícil combater a degradação da qualidade da construção. 
Não me estranha portanto o aparecimento do casual sex, aliás a construção de raíz de um monumento é bastante mais dispendioso que a sua manutenção frequente.
Não bastando este drama actual (sim existe gente sem SEXO) as senhoras  evitam usar os dedos porque a manutenção das unhas de gel é dispendiosa e ter-se continuamente um dedo amarelecido torna a relação manicura/cliente desconfortável.  
Não não me convencem quando me dizem que vivem bem sem uma pila efectiva ou temporária, é o mesmo que tomar banho e não esfregar com gel duche.
E que pensarão os machos das mulheres em abstinência?
Confesso-vos que um dia filmo as reacções.. Entre coceira geral, exclamações de Ohhhhhh meu deus, caras assustadoras e depois a derradeira expressão : "Ehh páhh se for preciso trato já do assunto"
Ora machesa do meu coração, ainda não existem blind dates só entre pilas/vaginas e acho desnecessário afirmarem isso com tanta convicção de sucesso, porque na realidade uma mulher em pedra dá trabalho, faz-vos transpirar e certamente não quererá apenas empinar o rabinho para despachar o assunto em 4 minutos e meio. São mulheres que vivem em estado vegetativo a querer acordar do coma profundo, explodindo ao mais ínfimo toque pilal, usando-o exaustivamente o que se poderá tornar doentio e perigoso para a glande masculina.


Cria 2- Havia um toiro que era uma menina...
Cria 1- Os toiros não são meninas, são toiros, as vacas é que são meninas, dahhh burra!!
Cria 2- Ahhh é??? 
Cria 1- Sim.. os toiros são namorados das vacas!!
Cria 2- (já com aquele ar de atrevimento taurino) Namorados? Dão beijinhos?

Mãe- Não só são namorados como alguns tem o melhor emprego do mundo.. só fazem amor com as vacas!!

Pronto.. a conversa não se alongou e eu não tive de explicar que existem vacas que não tem sexo e existem toiros que não servem para macho!
Vamos deixar este assunto para o inicio da escola primária...











 

sábado, 24 de agosto de 2013

CENTRIFUGAR


A fase da centrifugação é a mais motivante durante a lavagem, é rápida, um conjunto de círculos rápidos cheios de energia, agressivos e tontos. Sabemos que é a fase mais desagradável para a roupa, onde é torturada e espremida sem piedade, mas sabemos também que depois da centrifugação o ciclo chega ao fim. Pára tudo, a máquina chuta uns apitos estridentes, está na hora de abrir a porta, sentir o cheiro a lavado que emana e por fim estender para apanhar ar e sol, novas energias. Nada tão semelhante com a vida da mãe das Crias estes últimos meses, uma centrifugação longa tendo em conta que me programaram como tecido resistente .
Existiu de tudo em dosagens programadas, assemelhou-se basicamente á temporada do Prision Break no Panamá. Eu no meu papel de Sarah Trancredi dei o meu melhor, faltando-me apenas o meu Michael Scofield. Mas sobrevivi, entendendo que o curso universitário onde consta cadeiras como Programação, deveria ser abolido. Porque na realidade a Programação é uma utopia generalizada. Nada é programável! Nem mesmo a vontade de cagar…
Obviamente como cabra insensível que sou não vos exponho aqui os pormenores da minha temporada, por uma questão de princípios e por gostar de vos ver ainda com alguma lucidez mental.
No meio do desastre ambiental que se debateu entre a minha floresta, tive momentos bons, engraçados, devo dizer mesmo… Momentos á Bica. Falando de orgasmos e de sexo mesmo sendo seguidamente apelidada de “sem vergonha” “ridícula” e “pouco inteligente” , conseguindo driblar o desconforto de uma luta a um cancro (palavra essa muito pouco utilizada pela população em geral como se de morte assinalada se trata-se), gerindo o desconforto emocional como se vivesse no país das maravilhas. Observando a intolerância, a maldade e o conformismo de camarote e concluindo que : Nada na vida é dado como certo e a escolha de sermos felizes depende unicamente de nós, somos munidos do chamado livre arbítrio. Mas a sensação de vitória diária… essa ninguém me rouba!

Cria 2: Mãe estás triste?
Não…
Cria 2: Pois tu nunca estás porque tu és a melhor limpadora da nossa casa, és a melhor mãe da comida, és a melhor penteadora, és um máximo e a melhor do Mundo! (Abre os braços de uma ponta á outra)
E então eu mando Foder o Mundo e sinto-me Gigante pronta para mais uma temporada...